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	<title>Blog Cavalera &#187; amigos imaginarios</title>
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		<title>Entrevista &#8211; Monica Rizzolli</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 11:00:04 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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<p class="MsoNormal">Continuando nossa série de entrevistas com os artistas da <strong>Próximo Olhar</strong> &#8211; exposição atual da <strong>CAP</strong> (Cavalera Art Projects), hoje é a vez de Monica Rizzolli.</p>
<p class="MsoNormal">A artista nasceu em São Carlos e teve contato com a arte desde criança. Sobrinha e bisneta de pintores, passava dias brincando com os apetrechos do avô. Na adolescência começou a copiar seus personagens preferidos de histórias em quadrinhos e, em seguida, apaixonou-se pela gravura.</p>
<p class="western"><strong>O quadro que está exposto na CAP faz parte de uma série sobre as etapas da vida das crianças. Pode nos contar um pouco mais sobre esta série?</strong></p>
<p class="western"><span>O desenho “Superação”, exposto na mostra Próximo Olhar da CAP, é parte de uma série de 10 desenhos chamada “Amigos Imaginários”. </span><span><span>Nos desenhos dessa série, crianças são representadas interagindo com seus amigos imaginários em forma de animais.</span></span></p>
<p class="western"><span>Através dessa relação com os “animais” a criança aprende conceitos abstratos, projeta medos e até mesmo encontra companhia para sua solidão. Esses diferentes tipos de relações são exploradas em cada desenho da série.</span></p>
<p class="western"><span>No caso do desenho “Superação”, a criança aponta em uma direção e o macaco olha para outra. Como se um uma encruzilhada cada um escolhesse um caminho diferente. Nesse desenho eu queria explorar o momento em que a criança vence a necessidade de um amigo imaginário, um momento de despedida e superação.</span></p>
<p class="western"><span><a href="http://blog.cavalera.com.br/wp-content/uploads/2011/02/proximo-olhar_cavalera_11022011_fmelgarejo_0181.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4209" title="proximo-olhar_cavalera_11022011_fmelgarejo_0181" src="http://blog.cavalera.com.br/wp-content/uploads/2011/02/proximo-olhar_cavalera_11022011_fmelgarejo_0181-428x284.jpg" alt="proximo-olhar_cavalera_11022011_fmelgarejo_0181" width="428" height="284" /></a><br />
</span></p>
<p class="western"><span><strong>E porque você resolveu explorar este tema?</strong></span></p>
<p class="western"><span>Foi quase um acaso. Eu fiz um sketch de uma criança com um cachorrinho e ele ficou meses afixado na mesa. Eu olhava todos os dias para ele sem saber o que fazer.</span></p>
<p class="western"><span>Numa manhã eu acordei e meio sonolenta imaginei a criança chamando o cachorro de muito longe, e todo mundo sabe que os cachorros escutam a voz de seu dono a distâncias que ninguém mais poderia, era como se só ele pudesse vir ao seu encontro. Assim surgiu o primeiro desenho da série, chamado “Amplificação”. </span></p>
<p class="western"><span><strong>Quais foram suas maiores referências para elaborar esta série?</strong></span></p>
<p class="western"><span>Minhas memórias de infância, textos de psicologia infantil, livros sobre a fauna e, principalmente, os relatos da minha mãe.</span></p>
<p class="western"><span><strong>Nas suas obras você sempre explora as relações humanas. O tema é realmente alvo da curiosidade de vários artistas, mas porque você resolveu seguir esta linha? O que mais te atrai neste tema? Você já realizou trabalhos sobre outros temas? Tem vontade?</strong></span></p>
<p class="western"><span>O que é ser humano? Essa pergunta simples é fonte de muita inquietação. É também uma pergunta inesgotável da qual derivam infinitas possibilidades temáticas. É ela que me incita a olhar para as relações humanas, ou seja, para nós mesmos. </span></p>
<p class="western"><span>Mas em uma pintura existe algo além desse tema, no caso, o tema das relações humanas. A pintura também fala sobre si mesma, sobre a história da pintura, da cor e das formas. Toda pintura também é autoreferencial, sendo tema de si mesma. </span></p>
<p class="western"><span><strong>Em uma entrevista, você diz que comprou um caderno chinês, onde se escreve da direita para a esquerda, o que te impede de ler enquanto escreve e permite que você libere mais seus pensamentos. A experiência deu certo? Como essa técnica se refletiu nos seus novos trabalhos?</strong></span></p>
<p class="western"><span>Deu muito certo! Pela primeira vez eu consegui escrever sem medo e sem autocrítica. </span></p>
<p class="western"><span>Isso refletiu de duas formas no meu trabalho: por ser um exercício de espontaneidade me ajudou a ter mais naturalidade nos processos de criação; e por exercitar a orientação de leitura da direita para esquerda (contrária a nossa orientação ocidental) me ajudou a criar composições com o mesmo padrão formal.</span></p>
<p class="western"><span><strong>Qual é o papel da música quando você está trabalhando? Quais artistas você mais gosta de ouvir nestas horas?</strong></span></p>
<p class="western"><span>Pintar, desenhar e pesquisar são atividades muito solitárias, a música traz um conforto e dá ritmo para o trabalho. Muitas vezes a música também é referência, fonte de informação e nesses casos influência para o trabalho. </span></p>
<p class="western"><span>O que eu escuto varia de tempos em tempos, atualmente estou ouvindo Florence and The Machine, Alva Noto &amp; Blixa Bargeld e Daft Punk (Tron Legacy).</span></p>
<p class="western"><span><strong>Recentemente você saiu dos desenhos para a pintura. Na obra exposta na galeria, podemos notar uma mistura de estilos. Você pretende continuar nesta linha?</strong></span></p>
<p class="western"><span>A série “Amigos Imaginários” foi uma série de transição, nela as composições misturam pintura e desenho. Aos poucos os elementos do desenho foram diminuindo até que no último trabalho da série, Superação, os elementos da pintura são predominantes. </span></p>
<p class="western"><span>Depois dessa série eu mergulhei de vez na pintura, meio que estou explorando atualmente. </span></p>
<p class="western"><span><strong>Quais são seus materiais preferidos para trabalhar?</strong></span></p>
<p class="western"><span>Gouache e nanquim sobre papel ou acrílica e vinílica sobre tela.</span></p>
<p class="western"><span><strong>Quais são seus artistas preferidos? E suas maiores influencias?</strong></span></p>
<p class="western"><span>Eu não saberia pontuar meus artistas preferidos mas algumas referências importantes para o meu trabalho são: os textos de Kandinsky, a pesquisa de Arnhein e Mandelbrot, a simbologia dos padrões islâmicos, as teorias da Bauhause e Josef Albers, os naturalistas do séc. XIX.</span></p>
<p class="western"><span><strong>O seu trabalho influencia seu modo de se vestir?</strong></span></p>
<p class="western"><span>Muito e de várias formas. Eu tenho a tendência de olhar para a roupa como eu olho para a pintura: uma composição de cores e formas. </span></p>
<p class="western"><span>Mas o contrário também é verdadeiro, muitas vezes são as roupas que influenciam o meu trabalho. Um vestido europeu do século XV, por exemplo, é repleto de padões, estruturas e sobreposições que podem ser uma ótima fonte de inspiração. </span></p>
<p class="western"><span>Eu também sou fascinada por padronagens e sempre estou pesquisando e fotografando tecidos e pretendo criar em breve minha própria estampa.</span></p>
<p class="western">
<p class="western"><a href="http://monicarizzolli.blogspot.com/" target="_blank">Acesse o site da artista</a></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span><strong>Exposição Próximo Olhar</strong></p>
<p><a href="http://www.capgallery.com/" target="_blank">Cap &#8211; Cavalera Art Projects</a><br />
10 de fevereiro a 31 de março de 2011<br />
Alameda Lorena, 1922 (São Paulo)<br />
Informações: (11) 3061-2356</p>
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